domingo, 23 de março de 2008

voltando à rotina

mais uma semana santa se passou.
e a páscoa mais uma vez vem renovar tudo.

fui de trem de belo horizonte para ipatinga, num passeio muito agradável pelas montanhas de minas e, nesse mesmo trem, recebi uma notícia muito triste sobre minha avó.

a viagem então tornou-se diferente. tudo passou a ter novo sentido. cada rio, árvore, montanha e céu me lembravam de momentos que passei com ela. e cada curva me aproximava mais do meu destino e do fato de ter que encarar essa nova realidade.

sinto saudades da vovó, de como eu costumava me deitar ao seu lado na cama sempre que ia visitá-la e ela ficava mexendo no meu cabelo. e também da sua risada (até aquela risada forçada que a gente pedia pra ela fazer). é muito ruim pensar que ela não está mais aqui e, por isso, rezo para que ela esteja bem, onde estiver.

também pude estar ao lado de minha família e compartilhar com todos esse difícil momento. principalmente pude dar conforto a minha mãe, que cuidou muito da vovó, e minha irmã, que morava junto com as duas.

agora estou indo de volta para o rio de janeiro. por um lado, quando a rotina recomeça, a gente tem menos tempo para pensar nessas coisas, mas imagino que sempre que surgir oportunidade, o pensamento vai estar ali e, junto com ele, todas boas lembranças. e acho que é assim que minha avó vai permanecer comigo, além de, claro, dentro do meu coração.

8 comentários:

  1. Oi meu caro! Lindas as palavras e otima maneira de pensar! Abracos a vc com saudades!David

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  2. Pois é, Railim...a vida tem que seguir... o que agente pode fazer, né...
    Ontem eu e Gui ficamos assistindo alguns videos da vovó...sempre engraçada e dando boas risadas...emocionamos e rimos muito também...saudades demais, chega a doer...mas o importante são os 94 anos de vida que Deus deu a ela.
    Fique com Deus e boa semana aí no Rio...
    Adorei o texto!
    bjão!

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  3. Com estas palavras é até possível me colocar um pouquinho no seu lugar e me identificar com os momentos que você descreveu.

    Que Deus a tenha em paz por toda eternidade, para que você viva em paz aqui também até o momento do reencontro.
    Abs

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  4. Legal o seu post!
    Sei bem como é essa viagem de trem de BH a Ipatinga, ou melhor, de BH a Valadares.
    Mas, acredito que a tarefa da vida é nos surpreender. Apesar da tristeza, a vida continua. Tenha sua vó como uma linda e boa lembrança. Ela quer te ver feliz!

    Espero uma visitinha sua.

    beijos

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  5. lindas palavras maninho! estamos sentindo muita falta da vovó...de suas risadas, anedotas contadas, seus gritos o dia inteiro...rsrs, sem falar na cantoria, neh. as lembranças são muitas e a saudade aumenta a cada dia. mas a vida continua...agora é cuidar da nossa mãe. tenho fé de que a vovó está bem, ao lado do nosso Pai!

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  6. Amigo, não direi nada. A dor é sua, so você pode avalia-la e conhecer a intensidade. Apenas desejo que ela se dissipe rapido, rapido.

    Aqui na França os costumes ligados a funerais são, para mim, macabros e inadimissiveis! é costume enviar um cartão à familia (igual cartão de natal, de aniversario... tem cartão de morte). A familia oferece um coquetel, com garçon, vinho e todo o resto para as pessoas que vêm ao funeral. Tudo isso é loucura.

    Eu ia te sugerir de te ligar mesmo no proximo final de semana. sexta eu te escrevo para combinarmos o dia e o horario direitnho, pois acho que o horario de verao vai começar aqui, mas não tenho certeza.

    Bisous.

    Edu

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  7. Já passei por isso ano passado. Mesmo sabendo que os avós partem antes, não queremos perdê-los. Deixa um vazio enorme, uma falta eterna. Escrevi um texto sobre isso, se quiser dá uma olhada http://rascunhopassadoalimpo.blogspot.com/2007/11/um-sonho-especial.html
    Força e tranquilidade.
    Abraço

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  8. oi filho, só hoje tive oportunidade de ler o que vc disse sobre a vovó Hilda, pois a casa estava sempre com seus tios, tias e primos. não havia clima para escrever o que sentia. Hoje e a cada dia que passa a saudade é maior, sabendo que sempre estive ao lado dela e quando chegava do trabalho seus olhos até brilhavam de alegria. fico muito feliz por ter tido a oportunidade de conviver com ela e muitas vezes satisfaser a sua vontade.
    me sinto muito sozinha, mesmo quando a casa tem muita gente. a casa ficou vazia sem a presença dela, ficou ôca... queria dizer-lhe muita coisa mas infelizmente, é impossível.
    Santo Antônio e N.S. de Aparecida irá nos ajudar a superar a ausência desta pessoa tão especial, alegre que tivemos o privilégio de conviver por muitos e muitos anos.
    a todo momento lembro-me dela, pois era inéditada e suas colocações diante das pessoas ficarm cada vez mais interessantes e muitas vezes sem sensura.
    Mamãe era uma mulher temente a Deus, tinha muita fé, lutadora e autoritária. deixou muitas saudades e boas recordações.
    Beijos
    nazaret

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