terça-feira, 12 de outubro de 2010

crianças

hoje é o dia das crianças e dia da padroeira do brasil, nossa senhora aparecida (acreditem, muita gente ainda acha que o feriado nacional é por causa das crianças). felizes são aqueles que aproveitaram a infância, brincaram bastante e são cheios de recordações. eu sou uma dessas pessoas.

o que me motivou a escrever essa postagem foi que esse final de semana fui a minas gerais para um evento em família e passei perto de uma pracinha onde eu costuma brincar com meus amigos e primos. nunca tinha visto aquele lugar assim: a grama crescida e verdinha, flores, árvores e arbustos muito bem cuidados.

a sensação de alegria por rever aquele lugar ainda mais bonito do que quando eu o frequentava, de repente, deu lugar a uma sensação de tristeza: as crianças não brincavam mais ali. quando eu era pequeno a grama não crescia porque sempre tinha alguém correndo em cima dela, jogando bola, pulando e caindo nos arbustos e flores, subindo nas árvores.

ver a pracinha toda arrumada me deu uma sensação ruim, de que as crianças de hoje estão dentro de casa, conectadas em computadores, falando ao celular, ouvindo música nos fones de ouvido ou jogando videogame. um dia bonito daqueles era pra ser aproveitado na rua, como fazíamos antigamente.

fiquei com pena delas. ir para a rua é muito bom e saudável para qualquer um, para aprender a ganhar e perder, conviver com as diferenças, aprender a cair e se levantar, fazer amizades que vão durar pro resto da vida, ou seja, viver.

as cidades estão crescendo e o progresso chega fazendo com que cada mais vez as pessoas se isolem dentro de casa ou em condomínios fechados em busca de segurança e conforto. mas aonde ele ainda não chegou, bem no interior dos estados, espero que ainda existam pracinhas onde a grama não cresça.

7 comentários:

  1. Esquece a parte também que nós faziamos campinhos de futebol, faziamos as nossas pipas e por ai vai...

    Engraçado que tinha menos segurança e viviamos meio que sem medo de chegar tarde em casa.

    Fique com Deus, menino Railer.
    Um abraço.

    ResponderExcluir
  2. hoje em dia as crianças naum sabem mesmo o q é diversão.

    abç.

    ResponderExcluir
  3. Oi Railer, bom dia, tudo bem?
    Menino, é tão bom relembrarmos momentos de nossa infância, a gente fica com uma sensação boa né? Mas como vc disse, antigamente, a poucos anos atrás, que fique bem claro, rsrs, era super comum vermos crianças correndo por aí, pelas ruas e praças, mas hoje é uma cena mais difícil de se ver, justamente por causa da violência, elas acabam ficando enclausuradas em suas casas, na frente do computador, vídeogame e cia. Uma coisa, uma comida pra ser mais exato, me trás tanta lembrança boa, é a maçã do amor, até hj, sempre que eu vejo uma, me dá uma vontade de comer, que fico parecendo criança. É uma sensação maravilhosa. Lembrei de uma cena, acho que foi ano passado ou retrasado. Eu fiquei anos sem comer maçã do amor, aí minha irmã tinha ido na praça, foi na época de Natal, e tinha uma barraquinha vendendo, ela trouxe pra mim. Nossa, eu fiquei tão feliz, tão feliz, que me vi com 10 anos, comendo com tanto gosto, tanto gosto, acho que foi a mais gostosa que comi na vida, rsrs. Menino, eu vi as fotos do post acima, gente, casa coisa que aparece heim? rsrs
    E kd tu no msn, que ainda não te encontrei por lá, rsrs.
    Abraços menino, se cuida

    ResponderExcluir
  4. Vai ver a polícia está metendo bala em quem desobedecer a placa "não pise na grama".

    Acho que os pais estão fazendo questão que seus filhos fiquem trancafiados em casa justamente por medo da violência ou superproteção mesmo, tem mãe que morre se o filho ralar o joelho. E claro, as novas tecnologias tem seduzido as crianças a consumir 2 celulares novos por ano, 1 PC novo por ano e por aí vai...

    No meu tempo, tinha até psicólogos no Fantástico falando dos efeitos nocivos de um inofensivo tamagotchi.

    ResponderExcluir
  5. Nossa! Me lembrei da infância, morava em Santo Andre, SP, quase não podia sair de casa, e rezava pra chegar as férias e poder vir pra Sumaré, que é uma cidade do interior de SP, onde a maioria da familia mora até hoje, lá, podíamos ficar até de noite na rua, só parávamos quando as nossas mães nos ameaçavam: "Se vc não entrar pra tomar banho vc vai apanhar" e mesmo assim, depois do jantar e do banho, íamos pra rua de novo, ai tinha que pelo menos lavar o pé pra dormir...muito legal!
    Obrigado pela lembrança!!

    ResponderExcluir
  6. Parabéns pra nós, criooonças!!!
    hehehe
    Beijo!

    ResponderExcluir
  7. diria que essas crianças vivem o mito da caverna. Infelizmente não sabem o que existe lá fora, principalmente porque os pais as proíbem de ser livres. Abs

    ResponderExcluir

não será permitido nenhum tipo de discriminação nos comentários assim como nenhum tipo de ofensa ao autor ou aos visitantes. obrigado!

postagens relacionadas