quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

sos es

na última semana o espírito santo foi palco de um conflito nunca presenciado (nem nos meus muitos anos de rio de janeiro eu vi algo assim). a polícia militar, 'impedida' de sair pelas esposas, ficou dentro dos quartéis enquanto o caos se instalou pela cidade.

roubos à mão armada, ameaças, assassinatos, vandalismo e pânico generalizado. as pessoas 'presas' em suas casas com medo de sair nas ruas desertas. estabelecimentos comerciais sendo saqueados, transporte público paralisado. um verdadeiro cenário de guerra.

mas o que me deixou boquiaberto foi constatar as pessoas furtando lojas porque existia a oportunidade. como um estudioso comentou, é triste pensar que precisamos da polícia para não roubar. é triste pensar que precisamos ter alguém nos vigiando para não roubar. isso é uma questão de caráter. que sociedade é essa que cobra de políticos ou luta contra corrupção mas age assim?

se você passa por um carro cujo vidro está aberto e tem um computador no banco, você vai pegar? não deveria. não é seu. mas e se não tiver ninguém vendo? não importa, no mínimo você mesmo estará vendo.  falta perceber o quanto é muito errado achar que isso é certo.

fiquei imaginando pessoas em zonas de conflito, que vivem assim todos os dias, todos os anos. se a gente já sentiu na pele o terror por uma semana, vale pensar em quem nunca deixou de sentir isso, em quem já nasceu no meio de guerras. 

o ser humano precisa aprender a se respeitar, a cuidar um do outro, a ser menos egoísta e mais solidário. e o exemplo tem que ser passado para nossas crianças, a fim de que construam um mundo mais harmonioso e cheio de paz. ainda há esperança. vamos acreditar nisso.

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