segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

email feliz

uma conhecida minha na empresa tem a mania de mandar emails todos os dias com o 'pensamento do dia'. aqueles emails felizes com o cabeçalho cheio de gente que fica maior do que o tal 'pensamento'. eu fui incluído nessa lista chata e todo dia de manhã chegavam as frases prontas.

semanas atrás respondi só pra ela com o texto: 'gostaria de ser retirado da lista de pensamentos do dia. obrigado'. eu já recebo muitos emails diariamente, tanto pessoais e nem se fala no trabalho, já que trabalho direto no computador o dia inteiro. além disso, como fiz computação, é raro uma piada, foto ou vídeo que eu ainda não tenha visto desde os tempos de universidade, quando muita gente nem usava internet.

a tal conhecida respondeu o email dizendo que ia me tirar da lista e nunca mais ia me mandar nada. então eu liguei pro ramal dela e expliquei a situação, que não é bacana mandar emails coletivos sem se preocupar se as pessoas querem recebê-los. completei dizendo que fui sincero e não queria simplesmente filtrar os emails dela direto pra lixeira, como já tinha gente fazendo. nada adiantou e ela comprou a briga inclusive dizendo que a 'amizade' foi comprometida.

por que as pessoas consideram isso uma ofensa ou grosseria? ninguém é obrigado a gostar do que a outra pessoa gosta. será que faz diferença na vida de alguém deixar de ver mensagens com frases de efeito?

as pessoas deviam ler mais sobre 'opt in / opt out', que são regras de etiqueta na internet para o envio de emails de marketing (só recebe quem autorizar e existe a possibilidade de parar de receber a qualquer momento) e que devem ser estendidas para o nosso uso comum.

já fiz isso com outras pessoas que me mandavam piadas, mensagem de powerpoint (pps), correntes e fui bem recebido. tem gente que gosta de mandar essas coisas e ainda te condena se você não repassar para mais dez 'amigos'.

eu mesmo, quando mandava boletim mensal falando das postagens do blog colocava em vermelho uma mensagem dizendo que as pessoas que não quisessem recebê-lo poderiam dizer e eu ia entender na boa que elas preferiam ler o blog quando fosse oportuno. simples, dei a chance de dizerem 'não' educadamente e algumas disseram. pra mim isso é muito normal.

não tome como pessoal quando algo assim acontecer com você. as pessoas tem gostos diferentes, prioridades diferentes. apenas respeite. se quiser mandar algo pra mais de dez pessoas num mesmo email, então é hora de criar um blog pra você.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

usando as palavras

" [...] terminar pelo telefone costumava ser grosseria. [...] a pessoa devia ter a coragem e cortesia de dizer. [...] será que é possível um término sem usar e-mail, porteiros ou ter comunicar à polícia o desaparecimento de alguém? [...] será que ele tem medo de ser o malvado da história ou ter a conversa constrangedora sobre rompimento? [...] por que não honrar o que foi vivido? [...]"
(trecho de sex and the city, episódio 6, sexta temporada,
quando um namorado termina com carrie via um post-it)

minha comadre alice falou sobre isso no blog dela (aqui), sobre as pessoas que usam das novas tecnologias como msn ou torpedo para dizer alguma 'coisa chata', alguma coisa que não seria tão agradável de se falar.

dizer as coisas olhando nos olhos é preciso, é saudável e ajuda a gente a amadurecer. essas tecnologias são todas boas para nos aproximar, mas temos que perceber que elas são impessoais e frias. saber usar as palavras e ser sincero é algo digno e que traz muitos benefícios.

lembro de uma época em que eu ficava chateado com alguém e daí fechava a cara para a pessoa até ela vir falar comigo. até que um dia alguém não veio. então eu aprendi a chegar às pessoas e falar o que eu sentia. a boca travava mas eu colocava tudo pra fora. do contrário eu guardava e aquilo ia virando uma bola de neve até que explodia, geralmente na hora errada.

aprenda a falar, a dizer o que sente. não use alguém pra fazer isso, nem tecnologias.
você é capaz e pode se surpreender.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

você não tem carro?

outro dia, lá em ipanema/mg, quando fui para o batizado da amelie, a mulher que trabalha na casa da bisavó dela ficou espantada quando soube que eu tinha ido pra lá de ônibus. segundo ela, eu moro no 'rio de janeiro!' e deveria ter um carro próprio.

então eu expliquei que era melhor dormir no ônibus as 9 horas de viagem do que ficar atento ao volante e não descansar.

aqui no rio eu já tive carro quando morei com minha prima. usava apenas no final de semana e via que o custo não compensava. tem o seguro, ipva, combustível, estacionamento, manutenção e ainda o perigo de assalto. sem contar o estresse do trânsito e a luta para conseguir uma vaga (na praia domingo é terrível).

nos finais de semana, quando eu usaria carro, eu pego táxi (dentro das normas que eu já comentei aqui). o custo de táxi no final de semana é bem menor do que tudo que eu citei em relação ao carro.

já durante a semana, como eu moro perto de onde trabalho, sempre uso metrô para me deslocar. assim, optei em não ter mais carro aqui.

claro que tem gente que trabalha longe de onde mora e cada um tem as suas prioridades, mas o carro nunca foi a minha. tá certo que ele traz conforto e te leva aonde você quer, mas fazendo amizade com um taxista facilita as coisas também.

enfim, não importa como, o importante é chegar até onde você quer! vai nessa!

pretérito perfeito: os mapas e os nossos referenciais

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

batizado

no último final de semana viajei para ipanema, minas gerais, onde aconteceu o batizado da amelie, minha segunda afilhada (já falei dela aqui). foi ótimo reencontrar minha 'nova família' e poder descansar um pouco numa cidade típica do interior de minas.

agora é oficial. tou orgulhoso da minha nova afilhadinha e feliz de poder fortalecer esse laço de amizade com meu amigo pai dela. ela tá muito fofa, já sentando e começando a dar gargalhadas. muito lindinha.

quero ser um padrinho presente para minhas afilhadas (agora são duas). acho importante, inclusive para não repetir minha história, já que meus padrinhos estiveram presentes só no batizado, no interior da bahia. que eu me lembre, por fotos, depois disso eles fizeram contato apenas uma vez, quando mandaram um presente pra mim: uma camisa com um cavalo e meu nome escrito errado (hailler)! pra vocês verem a preocupação.

padrinho e madrinha tem que ser gente próxima, de preferência da parte da família que é mais chegada ou então amigos de verdade com sólida amizade de anos e que, mesmo longe, sempre mantiveram contato. no final, quem sai ganhando é sempre a criança.

pra terminar, apesar de ipanema em minas não ter mar, lá tem wall-mar!

(foto: railer freire)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

guarda-chuvas

em tempos de chuva todo mundo é obrigado a andar com seu guarda-chuva que, ocasionalmente, vai acabar sendo esquecido em algum canto, banco do táxi, do ônibus, metrô. ou então vai pegar uma ventania que vai virá-lo do avesso até quebrar.

eu comprava guarda-chuva caro e perdia. daí passei a comprar aqueles de 5 ou 10 reais que são vendidos em todos lugares, principalmente quando a chuva começa e você está desprevenido. os vendedores parecem ninjas e surgem assim, de repente, sem aviso.

os de 5 reais é pra você não molhar o rosto ou o óculos, pois o resto molha tudo mesmo. o de 10 reais salva um pouco mais: sua camisa, um pedaço da calça e uma parte da mochila, caso esteja usando. se durarem mais de duas chuvas, já pode considerar que teve lucro na compra.

eu tenho dois grandes (os de 10 reais), sendo que um fica no trabalho e o outro fica em casa. quando saio de casa e está chovendo, vou com ele e depois levo de volta. e o mesmo vale para o que fica na empresa.

outro dia, quando fui sair do trabalho, estava chovendo e eu fui embora com o que estava lá. só que no dia seguinte, mesmo com um tempo melhor e muito bonito (céu azul e sol), eu saí com o guarda-chuva pra levar de volta ao trabalho.

o curioso foi que, na rua, vi um monte de gente também carregando guarda-chuvas naquele sol. então pensei que devia ser todo mundo voltando com aquele que é para deixar no trabalho. interessante como muitas vezes as pessoas não se falam mas estão conectadas através de atos e ideias semelhantes.
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