quarta-feira, 20 de maio de 2009

cicatrizes

eu tenho uma pequena cicatriz no queixo, que já ouvi que é fofa, sexy, masculina, bonita e por aí vai. muita gente acha que veio da infância, quando a gente faz muita bagunça, não tem medo e apronta muita coisa. mas na verdade essa marca no meu queixo apareceu quase aos trinta anos.

eu já morava no rio de janeiro e fui levar uns primos de vitória para patinar no gelo num shopping do rio que tem uma pista fixa (já sabem o final disso, né... mas leiam assim mesmo). tudo correu super bem, nós três nos divertimos muito.

quando acabou o tempo, a supervisora chamou nosso número, para que saíssemos do ringue de patinação. então resolvemos, antes de sair, fazer a última volta de velocidade! assim, apostamos corrida e lá fomos os três, lado a lado.

a velocidade era grande e a gente se esforçou mais ainda após a última curva. o resultado foi uma trombada na reta final, a pouco metros de onde teríamos que sair da pista. como estávamos muito rápido, o choque teve consequências para todos: um dos meus primos foi de joelho na parede de proteção e ficou gritando de dor, o outro caiu pra trás, machucando a bunda e batendo a cabeça com força. como podem prever, quem caiu pra frente?... tentei apoiar a mão, que escorregou e mas fui de queixo no chão.

começamos a rir sem parar e então senti o sangue escorrendo. passei a língua nos dentes pra fazer a chamada e estavam todos ali. menos mal. eu e meus primos fomos atendidos por uma equipe médica e recebemos os devidos cuidados.

foi preciso fazer um ponto com esparadrapo no meu queixo, além de me pedirem pra ficar com gelo no local pra não inchar. o gelo molhava o curativo, que se soltava e não prendia direito, atrapalhando a cicatrização como deveria ter sido.

depois disso não voltei a patinar no gelo, só desci de trenó na neve (aqui), tomando todo o cuidado pra me divertir sem problemas. tenho outras cicatrizes, mas são outras histórias, pra contar depois. enquanto isso, conte-me como conseguiu alguma das suas.

sábado, 16 de maio de 2009

festa de criança

outro dia minha prima (blogueira do tenga volantes) comentou sobre festas infantis e mostrou, como sempre faz, o seu look para a festa, além de discutir algum assunto ligado a moda ou comportamento. lendo a postagem dela, me lembrei que faz tempo que não vou a festinhas assim.

quando eu morava com outra prima minha, nosso condomínio tinha muitas crianças e até conhecíamos algumas. mas sempre que acontecia alguma festinha no playground, a gente nunca era convidado, pelo fato de que não tínhamos criança em casa. por que isso? por que festa de criança é só pra criança? os parentes adultos solteiros são convidados só por serem parentes? quer dizer que a gente só vai em festa infantil da nossa família?

eu gosto dessas festas e uma parte ótima delas é a mesa cheia de docinhos e balas além de tudo aquilo em miniatura que é servido pra gente: mini-coxinha, mini-empada, mini-pastel, mini-pizza, mini-esfirra, mini-bolinha de queijo, mini-cachorro-quente, mini-refrigerante (tem que tomar vários copos).

eu comentei isso no meu trabalho e como, desde criança, sempre gostei de festas, inclusive infantis. daí agora alguns colegas de trabalho me convidam, e a outros solteiros da empresa, sempre que fazem festinha pra filho pequeno! e sempre levo presentes bons, brinco com as crianças e me divirto com elas. numa dessas, fiquei brincando com o pai e a mãe do pequeno aniversariante naquelas máquinas que a música passa e você tem que dançar como a seta que vai sendo mostrada. muito engraçado.

acho que a vida é isso. é você curtir os momentos, aproveitar sem medo. vou dizer mais: até as crianças têm coisas pra ensinar pra gente. veja como exemplo o pretérito perfeito de hoje, do antigo blog (logo abaixo, menina superpoderosa) que traz a postagem de um ano atrás. leia e tire suas conclusões.

pretérito perfeito: menina superpoderosa

sexta-feira, 15 de maio de 2009

semana encolhendo

cada vez mais parece que minhas semanas estão encurtando... muita coisa pra fazer, tarefas administrativas, reuniões de trabalho, visitas a clientes... o tempo que sobra eu vou treinar para minhas corridas ou faço pilates. daí chego tarde em casa, cansado, tomo banho e durmo.

tou sentindo falta do meu tempinho pra ler os blogs amigos e também escrever.
será só uma fase? tomara.

você tem medo do rio?

moro no rio faz anos e muita gente de minas já veio me visitar e passear por aqui. entretanto, muito mais gente tem vontade mas nunca veio aqui, com medo da violência e de tudo que acontece no rio segundo as manchetes de jornal. tenho um tio que já me disse que não vem nem se eu pagar, pois acha que terá que andar sempre abaixado por causa dos tiros que cortam o ar!

exageros à parte, o rio tem violência como muitas capitais do país ou do mundo. mas em qualquer cidade grande é preciso andar atento, evitar lugares desertos e por aí. são regras que valem para nossa segurança seja aqui ou onde for.

acho legal quando algumas pessoas vêm visitar o rio e voltam falando bem. aqui há praias bonitas, gente bonita, diversidade cultural e belas paisagens. conhecer o rio é um roteiro que todo mundo deveria fazer. tive a chance de vir pra cá e ter essa cidade maravilhosa como lar (ainda conto como vim parar aqui).

não precisa ter medo. venha, conheça e depois me conta.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

gripe no ar

o assunto mas falado hoje é a gripe suína, causada pelo vírus influenza a (h1n1), cuja contaminação se dá por via área, como qualquer gripe, além de contato com a pessoa ou objeto contaminado. comer carne ou produtos suínos não tem problema nenhum.

em tempos de globalização, o que preocupa é que o vírus está se espalhando, já que em pouco tempo as pessoas vão e vem de diferentes países. antigamente não existia esse problema, pois as viagens de navio eram tão longas que os passageiros infectados já chegavam mortos. por isso a organização mundial de saúde (oms) está em estado de alerta.

outro dia fui almoçar com uma amiga blogueira (isso mata a planta) e pegamos juntos o elevador, que se encheu rapidamente. estávamos conversando sobre viagens ao exterior e o que levar como moeda: dinheiro, cartão de crédito ou traveler cheques. daí eu tossi duas vezes e comentei, de forma bem natural, que quando eu morei no méxico eu usei um cartão super prático que já vai recarregado e eu podia sacar o dinheiro ou usar como débito.

de repente, todos do elevador me olharam com um olhar de espanto. o ascensorista então, arregalou o olho com cara de bolado. eu não entendi nada e no momento pensei o que devia estar errado comigo ou com a questão de usar um cartão fora do brasil.

ao sair do elevador, minha amiga estava rindo e eu ainda sem perceber o que tinha acontecido. então ela me esclareceu a gravidade da situação: todo mundo parece estar meio 'em alerta' por causa da gripe, daí falar que estive no méxico e ainda tossir é inaceitável! realmente eu não tinha percebido meu ato. tudo bem que eu morei lá no final do ano passado (postagens aqui), mas acho que só a palavra méxico anda assustando!

moral da história:
parece que hoje em dia soltar um peido no elevador seria mais gentil que tossir.

pretérito perfeito: os novos monstros
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